Jhenyffer Florêncio (repórter): “O projeto também aproxima os alunos de práticas sustentáveis, através desta horta que foi feita aqui na escola. As crianças aprendem sobre alimentação saudável, e depois de colhidos os vegetais vão entrar na merenda escolar.”
Cileide Ferreira (professora da educação infantil): “E devagar a gente percebe que eles estão já mudando o hábito, né?… que antes não suportava nem ouvir falar, e nem olhava pra bacia de salada. Agora, muitos já pedem: ‘Eu quero salada, eu também quero!'”
Repórter: “E antes, que não tinha a horta, você já comia: brócolis, cenoura?…”
Isabelly Prates (4 anos): “Não…”
Repórter: “Diana conta feliz, que o filho já está colocando em prática o que aprende na sala de aula.”
Diana Melissa (servidora pública): “Esse projeto desenvolve o aluno não só no aprendizado comum, mas ajuda no desenvolvimento pessoal do aluno também. (…) A horta suspensa, é um trabalho que prá nós… é um privilégio ter isso na nossa escola.”
Acompanhe a reportagem da Rede Globo sobre o impacto do projeto nas escolas.
Joanópolis, 02 de janeiro de 2026. Por Rodolfo Rodrigues
“Eu quero salada!”: Como transformamos o paladar nas escolas
Eu quis destacar essas frases no vídeo porque elas resumem tudo. E não são minhas as palavras, são deles: os professores, os pais, os alunos. Esse é o resultado de uma parceria que já vai para o 4° ano, e que nos enche de orgulho por aqui. Já foram dezenas de escolas e centenas de hortas, onde você puder imaginar por esse Brasil! A iniciativa faz parte do projeto Escola Transforma da Rede Educare, que com o patrocínio de empresas promove uma verdadeira transformação em escolas públicas em todo país, incluindo biblioteca, computadores, parquinho, pintura, consultoria na gestão e o que mais você puder imaginar. É coisa fina, de primeiro mundo mesmo… no padrão das melhores escolas particulares.


Isabelly Prates (4 anos) em seu depoimento no vídeo: “É muito bom pra saúde.”
O fim da “era da enxada”: Tecnologia para vencer os desafios do solo e do clima
Quando o Igor Matogrosso chegou com a proposta, deu até um frio na barriga: o projeto era ambicioso. Mas aí começamos a conversar… e eu fui entendendo que aquilo que eu tinha servia pra ele como uma luva. Não é de hoje que ele implanta hortas. Antes de nos conhecer, o processo era mais ou menos o seguinte: visitar a escola, escolher a área, ver o sol e a água, chamar um agricultor local, cavar, rezar para o solo não ser contaminado, rezar para o solo não ter pedra, caramujo, formiga, cachorros na vizinhança… fazer uma estrutura gigantesca para suportar uma tela de sobreamento caríssima (no Piauí é um sol pra cada um, amigo!) e por aí vai. O resultado: ele tinha uma “horta comum”, cara, com toda a sujeira e os problemas de uma horta comum. Funcionava, ok.


Mas o homem já chegou na lua. Não é possível que a gente precise sofrer tanto… foi talvez pensando assim que um belo dia eles resolveram buscar uma solução melhor na internet, e me acharam. Eu lembro bem do dia, uma terça-feira à tarde e eu aqui no meio da correria. Fizemos uma vídeo-chamada, assim, sem marcar muito. Eu respondi todas as dúvidas que ele trouxe, e ele pôde entender que tinha achado um jeito melhor de fazer aquilo. E um novo fornecedor, que chegava para uma parceria que já dura anos.


Um “Baú Mágico” que atravessa o Brasil: Logística e treinamento de multiplicadores
Cada nova edição do projeto é mais interessante que a outra. As hortas, e todo o “baú mágico” da Educare vai de carro, caminhão, balsa… até os mais afastados rincões desse país. Mostrando que dá pra fazer bonito, mostrando que investir na educação é possível e que vale a pena. A equipe que leva esse baú é igualmente mágica. São jovens educadores… que fazem um trabalho de tirar o chapéu! Eu já tive oportunidade de treinar vários deles aqui na nossa horta, para serem multiplicadores desse conhecimento. Também já fui pessoalmente nas escolas promover as oficinas junto com os alunos, professores e voluntários. É realmente uma festa! Dá um orgulho, assim, participar disso… a gente pensa: “Nossa que coisa linda… era assim que tinha que ser.”


A lição é simples, mas poderosa: uma boa ideia, bem executada, com técnica e dedicação. Assim a gente consegue atingir o objetivo, que é entregar para as crianças e adolescentes uma “sala de aula viva“, onde vão aprender tudo aquilo que você leu/assistiu nos depoimentos.


Muito além do plantio: A construção de uma Geração de Plantadores
E para nós aqui no Jardim é uma vitória pessoal. Porque a gente sempre se ressentiu daqueles projetos limitados de hortas em escolas… com aqueles vasinhos de garrafa pet… sem conhecimento, sem planejamento adequado. A gente achava aquilo um desperdício, algo como: “É isso que estamos ensinando nossas crianças? Que a natureza é só isso?” O ressentimento era por estar deixando passar uma grande oportunidade, de criar uma geração de plantadores, de pessoas que vão gostar e vão saber cultivar. Que vão comer melhor, viver melhor, conviver melhor. Que vão poder ver ali naquele espaço vivo, o sentido de tantas matérias que aprenderam na sala de aula. Que vão olhar o mundo de uma forma mais ampla, saudável, integral. Que vão confiar mais.
O contato com a natureza de verdade ensina isso tudo sem precisar dizer uma palavra.
Veja mais fotos na galeria a seguir.
(Clique na imagem para ampliar.)


Transformação: Pátio de escola antes da montagem.


Transformação: Pátio de escola depois da montagem.



















